Como a Marina virou parte da equipe da Santamarina — sem nunca ter sido contratada.
Contexto
A Clínica Santamarina é uma operação de dermatologia em São Paulo com fluxo intenso de pacientes — particulares e por convênio, primeira consulta e retornos, dúvidas sobre procedimentos estéticos e clínicos. Um WhatsApp que recebe mensagens o tempo todo, e uma recepção que precisa atender o paciente que está em pé na frente dela.
Toda clínica que cresce passa pelo mesmo limite. Domingo à noite, segunda de manhã, qualquer feriado prolongado — e a inbox do WhatsApp acumula. Oitenta, cem, cento e vinte mensagens não respondidas. Cada uma é uma pessoa que pode ter desistido, ter ido pra concorrência, ou que vai chegar irritada na próxima interação.
A recepção da Santamarina não dava conta de tudo ao mesmo tempo. Atender presencial e responder WhatsApp simultaneamente é tarefa que ninguém faz bem — e a qualidade caía nos dois lados. Paciente presencial esperava, paciente do WhatsApp esperava mais ainda.
O desafio
Não bastava um chatbot genérico. Dermatologia tem particularidades que um robô de menu não resolve: paciente que pergunta sobre procedimento estético precisa de orientação que vai além do agendamento. Paciente com convênio tem regras diferentes do particular. Quem precisa de retorno tem fluxo diferente de quem está marcando primeira consulta.
A IA que entrasse ali precisava soar como alguém da clínica falando — não como um sistema. Precisava conhecer os procedimentos, os médicos, os preços (quando fosse o caso), as diferenças entre convênios. E precisava saber quando passar pra um humano — porque tem situação que exige sensibilidade que máquina nenhuma tem.
A solução
A NexUnio construiu a Marina — uma assistente virtual para a Santamarina, conectada à agenda da clínica, ao prontuário, ao sistema de gestão. Não é um chatbot genérico. É uma agente de IA específica, treinada com o vocabulário, o tom de voz e os protocolos da Santamarina.
A Marina faz, hoje, o que uma boa recepcionista faria — e mais um pouco: atende todas as mensagens em qualquer hora; identifica o tipo de contato (primeira consulta, retorno, exame, dúvida administrativa, dúvida clínica, reagendamento); consulta a agenda em tempo real e oferece horários compatíveis; confirma o agendamento direto no sistema; envia lembretes 48 horas antes da consulta; escalona pro humano quando o caso exige; e recebe e responde áudios — porque parte significativa dos pacientes prefere mandar áudio.
A integração com o sistema da clínica é o que tira a Marina da categoria "chatbot" e a coloca na categoria "membro da equipe". Ela não simula atendimento — ela executa atendimento, com persistência real no sistema.
Os resultados
- Mais de 121 mil mensagens automatizadas desde a entrada em produção. São 121 mil interações que não consumiram tempo da recepção.
- Comparecimento de pacientes saltou de 54% para 73%. Quase 20 pontos percentuais. Lembrete automático funciona — mas funciona mais quando vem na voz da clínica, não em SMS robotizado.
- 99% dos pacientes não percebem que estão falando com uma IA. A medida foi feita por amostragem. Vários pacientes elogiam a "atendente" sem suspeitar.
O que isso destrava
Liberdade de horário aqui significa a Santamarina deixou de ser refém do horário comercial. O paciente que pesquisa às 23h de uma quarta-feira agora encontra resposta. A pessoa que chega na clínica de segunda às 8h não encontra mais uma fila de mensagens acumuladas — porque elas foram tratadas durante o fim de semana.
E a recepção humana voltou a fazer o que recepção humana faz melhor: olhar nos olhos do paciente que está na frente dela.
A Marina virou parte da equipe. Os pacientes elogiam, a recepção respira, e a gente pode focar no atendimento humano onde ele faz diferença.
Agente de IA com base de conhecimento personalizada, integração via WhatsApp Business, conexão direta com sistema de gestão da clínica e agenda, transcrição e síntese de áudio, plataforma de chat unificada para handoff humano.